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Argh, mainstream!

Eu não tenho nada contra a corrente mainstream, só não gosto quando o mainstream pega uma coisa do underground e distorce tudo, como falei aqui!

Recentemente a minha timelime do twitter foi invadida com uma mega passeata na paulista a luz do dia para quem gosta de vampiros. (Eu gosto de vampiros!). Confesso que torci o nariz e “xinguei muito no twitter”, porque na minha opinião vampiros não andam a luz do dia, especialmente neófitos.

Mas para a minha surpresa, o Dia dos Vampiros (13 de agosto) já existe há muito tempo e é oficial na cidade de São Paulo, então ele é o dia perfeito em 2010 (cai numa sexta-feira 13!) para um rebuliço midiático do assunto do momento: Vampirinhos felizes que dão as mãos em busca de um mundo melhor e mais saudável!

Ironias a parte e que minha distopia natural fique esquecida por um tempo (neste parágrafo estou tentando não falar mal da iniciativa e do compromisso social, porque acho isso realmente muito legal), o Dia dos Vampiros organizado pela Liz Vamp (e pessoal do Vox Vampyrica) é legal (embora a única vez que eu fui em um role da Liz Vamp foi uma vez pra nunca mais, porque o som só dava curto).

Uma passeata para angariar doadores de sangue! O tema do momento atrai mais gente, portanto, vampiros é a moda da vez e tem tudo a ver com os organizadores. Tem que ser de manhã, não dá pra ser de noite, afinal os hospitais tiram sangue em horário comercial e de madrugada nem todos os adolescentes fãs de vampiros podem sair de casa, portanto, se é pra ser de sucesso tem que ser direito. Também da pra concorrer a prêmios bem legais como livros de vampiros de escritores brasileiros (alguns eu realmente acho bem legal, outros nem tanto!) e ingressos para brincar no Playcenter (espero que na noite do Terror com os Vampiros do André Vianco!). Desejo todo o sucesso pro evento.

Ok, fiz o jabá.

Mas não, minha gente, eu não aprovo a idéia. Poxa, de novo! Olha lá as pessoas (que deveriam entender o underground, preencher o underground e até levar o underground ao mainstream) distorcendo a coisa toda!! Sendo combustível da queimação toda!

Podem me chamar de conservadora, mas pra mim vampiros bebem sangue (e não doam sangue) e não saem à luz do dia (se o fizerem viram cinzas).

Podem me chamar de cruel, só porque eu não quero doar sangue nessa passeata. Embora para se doar sangue não precisa ser dia 13 de agosto e nem participar de passeata. Os hospitais recebem doações independente das datas.

E podem me dar unfollow no Twitter só porque eu disse que espero que o Van Helsing apareça por lá, ou um nerd-esquizofrênico com metralhadoras carregadas, você sem senso-de-humor.

Mas sabe o que esse evento realmente alimenta?! A distorção de arquétipos culturais. O mainstream pegando algo que é realmente legal e transformando em uma tremenda babaquice, só porque vai divulgar na mídia, fazer um buzz (como dizem) e burburinhos para quem quer ficar famoso. A mídia vai até apoiar a causa por conta da “doação de sangue”, mas pode apostar que irá ridicularizar de novo, os fãs de vampiros. Vai ter repórter imbecil perguntando “se não dá calor” andar de preto todo dia.

De distorção de arquétipos culturais eu estou farta e de saco cheio. E já que todo mundo parece gostar disso e ir na onda, transformando os Vampiros em Fadas (brilham no sol!)… eu humildemente me retiro. Como dizem por aí: os incomodados que se mudem!

A partir de hoje eu torço pros Lobisomens (Quem joga RPG entendeu).

(Obs: Obrigada ao @joserobertov, que me passou o link e esclareceu que havia um motivo por trás da passeata vampírica diurna – a Doação de Sangue – e dêem follow nele, ele é gente boa!).
(Obs2: Esse post representa MINHA opinião e não a do pessoal do Steambook, eu só hosteio meu blog aqui)

Halloween – O filme

10 filmes. Sim, Halloween já marca a casa dos 10 filmes produzidos com o tema! Pobre Laurie, a mocinha, sempre perseguida por esse assassino brutal e imortal (o terceiro filme não é com o Michael Meyers) que passa no DNA essa perseguição para sua sobrinha Jamie… e por aí vai.

O primeiro filme foi feito em 1978, escrito e dirigido pelo John Carpenter (que na minha opinião, é um meeeeestre dos mestres). O segundo foi de Rick Rosenthal, mas o John Carpenter participou ativamente como co-escritor, co-produtor e (claro) músico. O terceiro, que faz a pausa sem o Michael, foi dirigido e escrito por Tommy Lee Wallace, mas o John Carpenter também foi músico e co-produtor. Halloween 4 é de 1988 e foi dirigido por Dwight Little, escrito por Alan B. McElroy, mas trouxe o Michael Meyers de volta atacando a Jamie (sobrinha de Laurie). Um ano depois, Dominique Othenin-Girard dirigiu o quinto filme da série, que dá continuidade ao quarto. No sexto a Jamie dá lugar para Kara e Danny.

Vinte anos depois do primeiro filme, sai Halloween H20, que traz de volta Laurie, que mudou de nome para Keri e seu filho John, dirigidos pelo Steve Miner que saiu em 1998… que ganhou a continuação “Halloween Ressurection” em 2002 por Rick Rosenthal de novo!

Ufa, cheguei nos remakes… em 2007. Em “Halloween – A Rob Zombie Movie”, Michael Meyers retorna como um cruel assassino desses de dar gosto de assistir! Daeg Faerch, o menininho que interpreta Michael o faz de maneira esplêndida. Infelizmente na sequência ele não participou, por ter crescido demais (ele chegou a ser escolhido novamente, mas depois dos testes, resolveram dar espaço para outro garoto Chase W. Vanek). Acho que ficou marcado em todo mundo logo no início do filme os olhos malignos por dentro da máscara sorridente de palhaço, que retrataram muito bem o assassino por dentro daquela pele de anjinho.

Zombie tinha uma opinião muito séria sobre isso antes e fazer o filme, pois ele acreditava que diante de Jason Vorhees, Freddie Kruegger e Pinhead, Michael Meyers era fraco e sem graça. (Realmente, Rob, obrigada por reinventar o Michael Meyers, eu sempre simpatizei com ele mas me irritava ele andar como se fosse um morto-vivo e aquela mocinha sem graça vencer ele sem se machucar =p.)

Em 2009, Halloween 2, de Rob Zombie de novo (ele meio que gostou dessa de ser diretor/roteirista né?), Michael Meyers volta implacável, mais seco. E o filme toma seqüências ótimas, inclusive em vista da Laurie ser super traumatizada e agir com raiva quando estressada. Infelizmente o filme 2 não tem o apelo do filme 1, pois o Michael volta a ser um personagem seco e sem vida, que mais parece um robô assassino do que um assassino cruel e de coração negro, que o filme 1 captou de forma perfeita. Mas num geral, Rob Zombie mandou muito bem no filme 1 e 2 desses remakes.

O décimo primeiro filme vai sair agora em 2011, o tal do “Halloween 3D” (vai voar sangue na gente?). Ainda não tem nenhuma informação de roteiro, nada… mas me dá um pouco de medo esse negócio de 3D em um personagem como Michael Meyers, quer dizer, ele é um homem normal… (meio que um gato de 9 vidas (nos EUA são 9 e ele é americano), porque não morre nunca, mas é um humano…) esse negócio de 3D funcionaria melhor com o Freddy, que é mais surreal e psicodélico, com o apelo do mundo dos sonhos… mas vou esperar para ver, com certo ceticismo!

Única coisa que tenho a dizer é: Finalmente, mas mãos de Rob Zombie, Michael Meyers largou aquele jeitão de boneco de cera e virou um assassino de verdade, capaz de deixar Jason com inveja e Freddie com ar de ursinho teddy ;D (esse ultimo filme do Freddie foi meio fiascão).

[ Comentário bobo: Eu lembro que no colegial escrevi uma história de vampiros, onde todos os meus amigos tinham que me dar um personagem já com perfil, nome etc e eu faria a história. Um amigo meu, (do famoso estilo Troll dos RPGs) inventou que o personagem dele era um "médico bonzinho" (interessado no banco de sangue do local) que se chamava Michael Meyers (sim, em homanagem ao personagem de Halloween), mas ele disse isso pra todo mundo bem na época que o "Michael Meyers" fazendo fama era o Austin Powers!]

E eu escrevi tudo isso só porque estou com insônia e assisti ontem o Halloween 2. Hehehehe.

Rammstein no BRASIL!

Interrompemos a nossa programação normal para dar a melhor notícia do ano (na minha opinião): Rammstein confirmou show no Brasil, em SP, no Via Funchal dia 30 de novembro.

Logo

Rammstein é uma banda de Rock Industrial (o termo “metal industrial” apesar de famoso e utilizado aos ventos, é errôneo e não aplicável) que surgiu em 1994 em Berlim – Alemanha e lançou seu primeiro álbum em 1995 “Herzeleid” ganhando 2 discos de platina. Rammstein faz mais parte do gênero musical NHD (Neue Deustche Härte) que mistura Heavy Metal com Teclados e efeitinhos samplers e que é um gênero local alemão da década de 90.

Rammstein no início de carreira era bem diferente do Rammstein atual. Seu som ganhou muito mais peso e força em 2001 com o álbum Mutter, mas suas letras continuam as mesmas, cheias de ironias que beiram a política, o sexo, a sociedade e a religião. Rammstein conquistou fama com polêmica e talento, além de shows super bem produzidos e pirotécnicos, produção essa que se reflete em todos os seus clipes musicais.

Rammstein
Banda:
Till Lindemann – Vocal
Richard Kruspe – Guitarra Solo , Vocal de Apoio
Paul Landers – Guitarra Base , Vocal de Apoio
Oliver Riedel – Baixo
Christoph (Doom) Schneider – Bateria
Christian (Doktor Flake) Lorenz – Teclado

Discografia:
1995 – Herzeleid
1997 – Sehnsucht
2001 – Mutter
2004 – Reise, Reise
2005 – Rosenrot
2009 – Liebe Ist Für Alle Da

Como no show do Kiss em 1999 quando o Rammstein fez a abertura eles prometeram que nunca mais pisariam no Brasil devido a recepção grotesca dos fãs do Kiss em cima da banda… todos os fãs sempre foram muitos céticos sobre seu retorno. Em 2005 o Rammstein anunciou Show no Credicard Hall mas cancelou.

Será que dessa vez rola? Espero que sim!

Arraste-me para o Inferno (2009) :[Review]:

A sinopse é:
Christine Brown (Alison Lohman) é uma jovem e ambiciosa corretora de empréstimos em Los Angeles. Na companhia do namorado, o charmoso professor Clay Dalton (Justin Long), Christine parece levar uma vida tranquila. Isso até o dia em que ela recebe a visita da misteriosa senhora Ganush (Lorna Raver), que chega ao banco onde Christine trabalha para pedir um acréscimo no empréstimo e poder pagar sua casa. Ao negar o pedido, que tinha como objetivo apenas impressionar o chefe, o senhor Jacks (David Paymer), Christine acaba desgraçando a vida da senhora Ganush. A idosa é desapropriada, mas a partir disso irá colocar a vida da jovem Christine diante de uma maldição sobrenatural e desesperadora.

Ficha técnica:
Gênero: Suspense, Terror
Duração: 99 min.
Diretor(es): Sam Raimi
Roteirista(s): Sam Raimi

Normalmente, eu adoro filmes de Sam Raimi – A Hora do Pesadelo (1984), Uma Noite Alucinante (e seu precussor Morte do Demônio)… enfim, posso citar esses e muitos outros.

Mas “Arraste-me para o inferno” me surpreendeu pelo roteiro fraco e sem graça… o mais estranho é que o filme tem TUDO para dar certo! Ciganas, uma jovem protagonista ambiciosa e um guru do “mundo das trevas” (ou algo do tipo), personagens estranhos e figurinos mais estranhos ainda.

O filme tem cenas ótimas, dignas desse diretor. Destaco a sequência do cemitério quando a protagonista resolve desenterrar a cigana morta. Tudo nessa cena é perfeito: tensão, iluminação, um certo tom de comédia (marca de Sam Raimi) e ironia… mas infelizmente peca pelo roteiro fraco e algumas cenas de irritar (por exemplo a do jantar com os pais do namorado que nossa protagonista dá uma de louca).

Se fosse para dar uma nota de 0 a 10 eu daria 7 com muita justiça e por causa da cena do bode endemoniado.

O filme é, num todo, super fiel ao estilo do diretor/roteirista, mas eu esperava um pouco mais de inteligência vindo dos personagens… só isso, mas essa é uma opinião particular, há quem goste do clichê “burrice de protagonistas”.

Já ouviu falar de Cyber-Kei?

Outro dia uma pessoa tirou satisfação comigo a respeito do meu tópico sobre Cybergothic, como se eu defendesse a estética e tivesse “traído o movimento punk!” (hahaha).  Eu não estou aqui para defender ninguém e muito menos ofender. Estou aqui para expressar minha opinião e para documentar sem importância as mudanças da cultura e subculturas adjacentes.

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Para os mais revoltados com as adjacências culturais e misturebas – passageiras ou não, – fiquem sabendo que não existe só “Cybergothic” inspirado na estética cyberpunk. Existem também os tão mais bizarros “Cyber-kei”, que misturam o Visual Kei com o Cyberpunk. Eles fazem um certo sucessinho no japão e foi um estilinho-modinha dos anos 80.

Ressurgiu em 2005 como uma moda alternativa e totalmente estranha, misturando conceitos “fofos” com o grotesco. Quem viu meu post sobre Angelspit vai achar neles elementos do Cyber-Kei. Existe um evento mensal no japão chamado Tokyo Decadance que virou ponto-referência para a moda, música e tudo mais do Cyber-Kei.

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O Cyberkei, assim como o Cybergoth é considerado um “Cyberfashion”, pra quem não sabe é uma estética baseada na estética da ficção Cyberpunk.

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Existem muitas lojas de CyberFashion, uma delas a Takuya Angel é voltada para o Cyber-Kei, misturando conceitos do Japão tradicional, tons pastéis e tons vibrantes e influências ocidentais do “Cyber” num geral.

Dradfall e Cyberfall, acessório comum do Cyberpunk e Cybergoth é também muito utilizado no Cyber-Kei, bem como o Neon e o símbolo Biohazard (Alguém me responde porque eles sempre ignoram o Radioactive?) E não vamos esquecer da máscara de gás, que no Cyber-Kei representa um protesco contra a poluição e o futuro caótico. Alguns deles usam bichinhos de pelúcia, que é um protesto à pedofilia.

(Essas informações todas eu peguei do Tokyo New Tribe e do Tokyo Decadance e não me lembro todos os sites onde busquei imagem pois digitei “Cyber-Kei” no google images =P)

Vou deixar vocês verem as fotos e tirarem suas conclusões e discutirem o “Sexo dos Anjos”.

Tempestade (Flood – 2007)

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O filme é de 2007 e baseia-se no livro de Richard Doyle lançado em 2002.

Eu não sei porque traduziram “Flood” como “Tempestade” e não como “Inundação”, além do mais o título homônimo de “Hard Rain” me deixa irritada (detesto filmes homônimos pelas incompetências de tradução).

O filme foi dirigido por Tony Mitchell e estrela um monte de atores que eu não conheço (até Robert Carlyle era um completo desconhecido pra mim em termos de nome).

Mas vamos a Sinopse:
Londres é arrebatada por uma enorme tempestade e cabe a um grupo de cientistas salvar o mundo (e eles próprios). Na capa do DvD tem escrito “No mesmo estilo de O dia depois de amanhã”).

Aluguei a velharia sem pestanejar. Eu amo de paixão “O dia depois de Amanhã”, podem me chamar de brega. Eu adoro filmes do fim do mundo e ponto final.

Mas infelizmente, Tempestade passa looooooooooonge de ser um filme de ação no mesmo estilo do sucesso citado! É um filme parado, com tramóias trabalhistas e decisões políticas. Alagar mesmo a cidade e mostrar o povo fugindo, tem uma ou duas cenas… e são poucas as cenas em que os mocinhos enfrentam a água.

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Não, esse não é um filme de catástrofe mundial – droga! – mas um filme sobre um desastre de grandes proporções em Londres e seus políticos super interessados no bem estar da população preocupados em tomar a decisão correta para salvar a população do litoral.

Pelas imagens da capa, imaginei um filme bem mais cheio de ação, correria… e devo confessar que a melhor cena é a do início, quando uma casa é alagada rapidamente sem dar chance às pessoas fugirem.

Fora isso, a qualidade de fotografia e tratamento de imagem do filme é péssima e olha que minha TV nem é HD nem nada e eu tô acostumada a ver filmes na internet.

Essa é uma típica dica “Não assista” que tá ficando muito comum no meu blog… preciso dar mais sorte na hora de escolher os títulos.

Sinceramente falando, ligo o notíciario nacional no verão e vejo cenas de ação de alagamentos bem mais fortes e cruéis do que esse filme.

[Desabafo] Fúria de Titãs e o 3D falso

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Então eu fui no cinema com a minha irmãzinha assistir “Furia de Titãs” porque era o único filme 3D daquela tarde em um horário que desse para encaixar em nossa programação.

Eu não sabia do que se tratava o filme (que agora sei que é uma refilmagem!), mas achei muito legal aquelas imagens dos posters e displays, então resolvi testar. – Detalhe: A minha irmã não tinha ainda ido ao cinema ver filme em 3D desde que isso começou a virar mania (sim, ela não é cinéfila como eu), então achei que ela tinha que ver um filme 3D.

“Mas olha, os 3Ds de hj em dia não tão mais tão legais como eram antes, tipo no máximo vai ter um relevo no filme e uns brilhinhos tipo purpurina que vão ficar incomodando em cima da sua cabeça.” eu disse. Pensando bem, soa ridículo pensar que eu realmente disse isso! Quer dizer, não estamos indo ver um filme 3D, mas um filme com efeitinhos porcos para parecer 3D…

Mas enfim… lá fomos nós mesmo assim!

Primeiro minha irmã ficou abismada que os óculos 3D agora só são de uma cor e não são mais azul e vermelho (acho que a última vez que ela viu algo em 3D ela tinha menos de 10 anos). E achou nojento não serem descartáveis, virem sujos com gordura de dedo na lente e não estarem lacrados. Pensando bem, pela 2a vez, não é que ela tem razão?

“E viu, a legenda fica flutuando no filme” – eu completei. Ela me lançou um olhar como se eu tivesse falando uma coisa absurda… eu ri. Já estava ficando chato em como o 3D piorou.

Mas quem achou que esse foi o ápice se enganou. Infelizmente constatei que a única coisa em 3D que havia em “Fúria de Titãs” eram as legendas. Tirar o óculos era até mais confortável de assistir pois a tela não ficava escurecida pelo negrume das lentes e a única coisa que embassava era realmente a legenda.

Foi muito frustrante, especialmente para minha irmã, que nunca tinha assistido um 3D ver um filme que não era em 3D. (Pra não ser maldosa na crítica, as primeiras cenas são em 3D, mas depois você pode realmente TIRAR os óculos, especialmente se for dublado ou se você tiver um bom inglês)

Eu me pergunto: Por que pagar mais caro para ver um filme em 3D que não é 3D?! Por que o cinema ainda se presta no papel de colocar um filme que não é 3D como 3D nas salas de cinema?! Como que a distribuidora desse filme permite isso? E a produtora não tem vergonha na cara, não?!

Realmente me senti ofendida com “Fúria de Titãs”, se o filme é bom ou não, desculpem, mal tive tempo de perceber pois comprei uma coisa e recebi outra! Sinto muito pelos atores e outros envolvidos no trabalho que terão seus esforços comparados ao medíocre por causa deste tipo de irresponsabilidade.

Se forem assistir, assistam sem 3D, quem sabe assim poderão curtir os efeitos especiais e a atuação dos atores de forma mais justa. Eu preferiria que o filme não tivesse saído em 3D, eu não ia achar ele um filme de ação ruim ou “defasado” só por ele não estar em 3D. Mas realmente acho péssimo ele ser vendido como 3D e não ser.

Pior de tudo é ter comentado do filme com um colega meu e ele ter me dito as mesmas coisas: como ficou assistindo sem óculos pelos mesmos motivos.

Big #FAIL.

Cyberpunk + Literatura + BRASIL!

E quem DIRIA!

Finalmente a cultura nacional resolveu se mexer na produção Cyberpunk!

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O Fábio Fernandes é um “senhor sábio” do mundo Cyberpunk aqui no Brasil, que já participou de muita atividade cultural e fanzines (Fan-Magazines), ele é jornalista, autor, professor, dramaturgo… uma pessoa super simpática e bloga diariamente no Pós Estranho!

O Carlos Orsi é um autor de ficção científica e que já participou de muitas revistas como a Dragão Brasil e está lançando o livro Guerra Justa!

A editora que está fazendo este e muitos outros lançamentos fodásticos é a Editora Draco, o protagonista é Erick Santos (que tive o prazer de conhecer na faculdade durante o curso de Comunicação Social, mas ele tava em outra sala), um interessado do mundo-fantasia que está fazendo uma ótima seleção de títulos para o mercado nacional.

* Faz tempo que não venho aqui, desculpem… vida corrida… aliás estou escrevendo este post na correria, mas isso não podia ficar de fora! Prometo que volto, com novidades bem legais no mundo Cyberpunk pra vcs!

PS – Dica do Bruno Accioly – valeu ^^!

Sand Serpents – 2009 [Review]

Desde que li de Isaac Asimov – As Cavernas de Marte, criei meio que uma repulsa / admiração por vermes gigantes dentro da terra da ficção científica. Sejam as minhoconas místicas de “Duna” ou os crueis e nojentos insetos alienígenas de “Vermes Malditos”.

Quando vi a sinopse de “Serpentes da Areia” (Sand Serpents no original), sabia que seria um filme muito promissor no aspecto.

Soldados do exército americano são feitos prisioneiros por forças do Taliban. Vendados, são feitos reféns e o destino parece cruel demais… é quando um terremoto acontece e todos os soldados do Taliban correm para fora e desaparecem. Sem saber do perigo que os aguarda, os soldados correm para onde um helicóptero os resgatará… e é quando uma minhoca gigante sai do meio da terra atraída pelo barulho do motor e abocanha o helicóptero causando sua explosão que eles percebem que no meio do deserto do Afeganistão há mais perigos do que se possa imaginar! Agora eles terão que lutar para salvar suas vidas.

Empolgante!! Mais empolgante ainda é quando a minhocona sai da terra e abocanha o tal do helicóptero! É o clímax do filme!

A produção não é lá muito rica – dá pra perceber a economia com os efeitos especiais porque a minhoca aparece pouquissimas vezes e a câmera se concentra mais no rosto do personagem do que na cena da minhoca atacando… e o roteiro é bem clichê, cheio de mortes inúteis e bobas.

Mas não é isso exatamente que torna esse tipo de filme tão divertido?! Filmes de minhocas gigantes é igual filme de Zumbi – todos partem do mesmo princípio! No caso, ao invés de ser uma mordida contagiosa que te transforma em um canibal sem vontade própria,  o princípio é de que a minhoca do mal não pode te ver, apenas te ouvir ou “sentir” a sua vibração ao caminhar na areia! Ela pode te ouvir e vai te perseguir!

Sempre leva a uma válida reflexão: não conhecemos realmente tudo o que tem no interior do nosso planeta e nem do oceano, nossas atividades anti-ecológicas e de guerra podem acordar uma poderosa criatura que estava adormecida há muitos anos.

No caso, os bombardeios da guerra acordaram um ser adormecido nas areias do deserto. Uma minhocona gigantesca (a ponto de capturar um helicóptero Black Hawk no ar e explodí-lo), cheia de dentes, faminta!

Tá, estou soando repetitiva… mas é que realmente minhocas gigantes são tão legais! (E não vale pensar pornografia, hein, mente-suja!)

Imago Mortis 2008 – :[R]:eview

“Imago mortis pour oculos tuo”

Essa é a sinopse:

Conta-se que nos finais do Séc. XVII um cientista chamado Fumagalli fosse obcecado pela ideia de reproduzir as imagens. Ao longo das suas experiências descobriu a “Thanatografia”: matando uma pessoa e tirando os seus olhos, era possível reproduzir a imagem retida na retina da pobre vitima. As suas experiências marcam o início de muitos crimes violentos: uma vez descoberto, Fumagalli foi condenado à morte. Mas hoje, o mesmo horripilante ritual parece repetir-se dentro de uma escola internacional de cinema.

O filme é italiano e se passa em um cenário antigo e sádico. Não que seja realmente antigo, mas definitivamente essa história se passa numa época imaginária perdida entre o tempo do meu avô e os meus 15 anos, quando câmeras digitais não existiam, tampouco luzes neon.

Imago Mortis passa longe de ser um filme empolgante e cheio de ação, na verdade ele é muito monótono como os filmes europeus artísticos costumam ser. Mas ele possui um roteiro interessante e uma fotografia quase maravilhosa.

A história se passa em uma escola de cinema (na verdade em aulas de fotografia), os alunos estão estudando temas filosóficos de expressão visual e para tanto os professores dão temas para que eles fotografem sob codinomes. Dentre esses alunos está Calavera, ou Bruno Marquez, um aluno que perdeus os pais recentemente em um acidente misterioso que está muito endividado para continuar seus estudos.

Bruno  – que tem a interessante mania de se fotografar ao acordar e pendurar numa parede -  acaba se oferecendo para trabalhar no Arquivo de cinema da Condessa dona da escola e é quando começa a ver um fantasma de um rapaz, que nitidamente quer passar uma mensagem.

Não há mistério: Bruno está realmente vendo um fantasma, mesmo que um professor o ridicularize dizendo que ele tem problemas mentais e ele receba uns remedinhos de um médico da escola. O filme nem se esforça para parecer que ele está ficando louco, não se duvida da integridade do protagonista em momento nenhum – mesmo que ele mesmo duvide.

Acontece que em sua busca, Bruno acaba encontrando uma caixa contendo um capacete que mata as pessoas instantaneamente e arranca seus olhos. Capacete usado por esse tal de Fumagalli, um cientista antigo obcecado por seu experimento chamado “Thanatográfico”.

Fumagalli aparentemente descobriu que ao morrer fica uma imagem gravada na retina do morto (a ultima que ele viu) e essa imagem pode ser aprisionada em um pedaço de vidro através de uma máquina que ele criou, o tal “Thanatográfico”. Ele cometeu uma série de assassinatos enquanto tinha vida.

Os professores, alguns anos antes de Bruno ser aluno dali, descobriram essa máquina e iniciaram um curta-metragem de mesmo título do experimento, foi quando a namorada de um aluno (o fantasma que Bruno vê) foi brutalmente assassinada por acidente no set de filmagens quando usaram esse capacete nela.

Acontece que msiteriosamente alguém rouba esse capacete e começa a assassinar os amigos de Bruno, um a um. E dá-se início aos mistérios da história.

O roteiro é bobo, logo aviso, mas a fotografia do filme é dramática e super densa. Vale a pena conferir apenas por ela: tons crus, as vezes sépia, e um sangue negro, banhado com muita pouca luz. É quase uma viagem ao Barroco, muito artístico.

Fiz esse review simplesmente porque me chamou muita atenção essa teoria de fotografar com os olhos do morto. É uma coisa bem macabra não é mesmo?!