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A bizarrice assumida dos CyberGothics

Cansados de serem ridicularizados pelos seus “antecessores” – Cyberpunks, Góticos, Rivetheads etc  – os amantes do estilo “cyber gothic” resolveram se unir.

Não, isso não é uma notícia nova, na verdade é bem velha: foi em 1988 que o termo “cybergoth” surgiu, da união do termo “cyber” com o termo “gótico” pela “Games Workshop Group plc”, famosa produtora de jogos. Mas foi em 1999 que a estética realmente se misturou dentro entre os londrinos e os novaiorquinos da cultura underground industrial, com bases na estética Cyberpunk.

É, o Cybergothic é uma mistureba maluca entre os elementos visuais do Cyberpunk, do Gótico e dos Ravers que tem tantas histórias sobre o surgimento do estilo quanto cores neons em suas roupas.

Mas foi mais recentemente, em 2002, que o grupo começou a se organizar como subcultura, possuindo estética e – obviamente – música.  É Valerie Steele – especialista em história da moda – que atesta o surgimento do Cybergoth como estética e são os usuários dessa moda que atestam o surgimento do Cybergothic como Subcultura.

Não se deixe enganar a estética bebe da fonte Cyberpunk e Raver nitidamente: mistura-se elementos do rivethead (ou industrial) com o forte neon dos ravers, o “Fetish” – não confunda com fetiche – da medicina (seringas, máscaras e símbolos ambulatoriais), do gótico (particularmente ainda procuro onde sahusauhsahusa) e da ficção científica. Sim, eles são uma espécie de ladrões de estilo e por isso são tão abnegados – quem lembrou da subcultura Emo-BR ganhou um ponto!

Logo que eles começaram a ouvir tudo o que fosse Noise, Aggrotech, IDM, EBM… e a invadir o espaço antes apenas de certos grupos foram alvos de deboche e gritou-se aos quatro ventos que eles não existiam – “bizarro” diziam. Bandas famosas fizeram chacota deles, o que apenas instigou a curiosidade pelo estilo para alguns.

Como todo elitismo underground nunca funciona – afinal a subcultura se renova e quem decide o que existe ou não é quem freqüenta o underground, pois não há manuais – pipocaram muitos adeptos e hoje em dia não podemos mais negar aqueles que brilham neon dos pés a cabeça numa pista de dança sem luzes.

Aqui no Brasil eles tentaram se organizar, mas ainda não obtiveram muito sucesso… alguns poucos continuam tentando fazer valer a subcultura que lá fora já tem festas específicas e bandas surgindo no estilo há mais de meia-década.

Sim, ainda é um pouco recente o surgimento e portanto desorganizado, mas há tentativas de organização e já possui sites no estilo “vampire freaks” do gênero. A organização mais frequente é européia, e os Cybergothics são constantemente fotografados em eventos underground da cultura gótica.

Algumas bandas que já se entitulam Cyber-Trance-Gothic. Eu cito duas importantes: Ayria e Ext!ze, símbolos estéticos e musicais do gênero, nascidas com esse rótulo, para esse rótulo. A Ext!ze especialmente faz questão de se afirmar nesse rótulo.

Mas tão importante que a sua história controversa, surgimento e abnegação pelas demais culturas “antecessoras” ao mesmo, são suas regras estéticas. O que vale aqui é ser “bizarro” e “artificial”, assumir de vez o rótulo que antes era de chacota para si e fazer dele um estilo. Dessa forma qualquer um pode gritar que o Cybergothic é ridículo, esquisito, bizarro e rir deles, porque é isso mesmo que eles querem – e não se chateie se ele não ligar, achar bonitinho e ainda rir da sua cara de panaca-arranja-briga. (ehehehe).

Estética Cybergothic:

- O preto é predominante, PONTO!

- O PVC, Borracha, Vinyl, são muito bem vindos

- Mascaras de cirurgia, seringas e símbolos ambulariais também

- Os símbolos do Biohazard e Radioative, também, você pode e deve ter variações em muitas cores.

- Não misture cores, escolha uma cor e se vista todo com ela e preto apenas (Não existem significados nas cores para eles)

- Verniz e muito verniz, se você for do tipo corajoso.

- Lentes coloridas, quanto mais artificial melhor

- Perucas, Cyberlox, Dreadfalls e cabelos coloridos artificialmente é ‘Must Have’

- Neon é TUDO o que brilha no escuro e se você não brilha, não é Cygoth.

- É comum usar cera para tirar as sobrancelhas e pintá-las na testa, vai te dar um jeitão de “alien”.

- Androginia é o que você almeja, quanto mais, melhor.

- Maquiagem exagerada (a linha entre a maquiagem Cybergoth e a Travesti é TÊNUE, muito tênue, tome cuidado).

Uma loja Cybergothic para referência: http://www.cyber-goth.moonfruit.com/

Um site de grupo: http://cgothicm.ning.com/

É que nem aquele papo de bruxas: “Eu não acredito em Cygoths, mas que eles existem, existem”. Rs.

~ by :M:ein :W:eise on 05/01/2010. Tagged: , ,

4 Responses to “A bizarrice assumida dos CyberGothics”

  1. Muito bem escrito seu texto. Bom pra caramba. (: Não sabia que o movimento era tão recente assim

  2. Achei engraçado! XD Mas sim, bem escrito como já dito acima! rs ;)

  3. eles são RIDICULOS’ VÃO PRO INFERNO’ mais o texto foi ótmo’ ;*

  4. Só esqueceu de falar que muitos raspam a cabeça e alguns em forma de moicano….
    E vc curte o que?

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